É do conhecimento de todos que o exercício físico regular contribui para redução da obesidade, melhora o desempenho aeróbico e aumenta a qualidade de vida. No entanto, ainda não está claro se esta prática influencia ou não o metabolismo basal.
Em indivíduos saudáveis, o gasto energético diário, um fator importante na regulação do peso corporal, depende da alimentação (5-15%), da atividade física (15-30%) e da taxa metabólica basal ou do gasto energético em repouso (60-70%).
De forma mais objetiva, a taxa metabólica basal é a quantidade de energia necessária para manter alguns dos processos vitais do nosso organismo – como por exemplo, os batimentos cardíacos, a pressão arterial, a respiração constante e a manutenção da temperatura corporal – enquanto ele está de repouso e/ou no estado de jejum.
Neste contexto, foi proposto um estudo analítico que tinha por objetivo avaliar o impacto do exercício físico sobre o metabolismo e a condição aeróbica.
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O estudo utilizou um método observacional, transversal e analítico, no qual 83 pacientes – com idade média de 39 anos – foram submetidos, por conveniência, ao teste cardiopulmonar de exercício (TCPE), entre os meses de janeiro e maio de 2018.
Dos pacientes, 46 eram ativos e 37 sedentários. Eles foram submetidos às avaliações antropométricas, calorimetria indireta e composição corporal (bioimpedâncias elétricas).
Nessa avaliação, foram registradas as seguintes variáveis:
A bioimpedanciometria trata-se de uma metodologia precisa e confiável, que utiliza uma corrente elétrica de baixa intensidade para a obtenção da composição corporal.
Nesta metodologia, foram avaliados os seguintes parâmetros:
Além disso, os participantes deste estudo se apresentaram à clínica para avaliação de composição corporal, abstendo-se, dessa forma, da ingestão de alimentos ou líquidos por 4 a 8 horas, do uso de nicotina por 12 horas, além de não ingerirem diuréticos, álcool, cafeína, teobromina ou fazerem qualquer exercício físico por 24 horas antes do teste.
A calorimetria indireta é um método não-invasivo que determina as necessidades nutricionais e a taxa de utilização dos substratos energéticos a partir do consumo de oxigênio e da produção de gás carbônico, obtidos por análise do ar inspirado e expirado pelos nossos pulmões. Dessa forma, todos os voluntários seguiram o seguinte protocolo:
Durante os testes, foi utilizado o eletrocardiógrafo digital da Micromed.
De forma geral, os grupos foram similares quanto à idade, ao peso, ao índice de massa corporal (IMC) e à relação cintura-quadril. A bioimpedância não revelou diferença entre os grupos quanto aos percentuais de massas magra e gorda.
Os sedentários apresentaram maior gordura visceral do que os ativos. A análise, porém, demonstrou que o exercício físico regular não influenciou na taxa metabólica basal (TMB), também chamada de gasto energético em repouso (GER).
Os sedentários tiveram maior frequência cardíaca de repouso e menor consumo de oxigênio. Já os pacientes ativos mostraram maior gasto calórico ao esforço e melhor desempenho aeróbico, mas o exercício físico não modificou o gasto energético em repouso.
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